quarta-feira, 1 de outubro de 2008

10 dia.(01/10) Humaitá/Lábrea/Humaitá

Caminho para Lábrea. Vai encarar?
Aqui é o fim da Transamazonica. Essa calçada é o retorno. Daqui nao há como seguir adiante. Só por rio.
Lábrea

Coordenada mais ao oeste da Transamazonica. Joga no google earth.

O porto. Principal ligacao de Lábrea. Daqui a Manus sao seis dias de barco.
Esse caminhao trancou ai e quase impediu minha chegada ao fim da Trans.



Portal da cidade


9 dia Humaitá/Lábrea/Humaitá (01/10)

Confesso que pela manha questionei minha ida a Lábrea. Estava no meu planejamneto chegar ao fim da Trans, mas ir numa cidade onde todos em Humaitá não entendem porque eu vou lá me causou um certo desconforto e questionamento. Pensei e quer saber, vou lá sim. Quero conhecer e quero chegar no fim da Trans conforme planejado.
Lábrea é a cidade mais ao oeste da Trans. É Lá que realmente acaba a rodovia. No caminho da pra entender o porque que o principal meio de transporte deles é o barco. Chegar a Lábrea pela Transamazônica requer uma boa dose de coragem , paciência e vontade. São quatro balsas pra ir consequentemente quatro pra voltar. Sem sombra de dúvida foi o trecho mais difícil da rodovia. Muitas cavas, grande buracos e algumas pontes escondidas nos pedaços bons.
Valeu a pena. A cidade surpreende. Eu esperava chegar numa pequena vila no final de uma rodovia quase instransponível. Deparei-me com uma bela cidade com muito comercio, banco do Brasil e Bradesco, uma bela praça e pasmem semáforo.
Uma cidade muito bonita e acolhedora que utiliza o porto como principal.
A cidade está a seis dias de balsa de Manaus.
Aqui concluo minha primeira parte da Aventura: Fazer toda a travessia da Transamazônica.
Senti-me feliz e completo ao mesmo tempo relembrava as histórias e os dias passados ao longo desta rica rodovia em histórias de vida.
A beira do rio tomei uma cerveja e comemorei meu feito com a certeza de que até este exato momento esta é a viagem de minha vida e que já sentia saudades de muitas coisas.
A chuva que se aproximava longe me preocupava. Se chover o que os céus parecem mostrar vou levar o triplo do tempo para voltar a Humaitá. Assim por volta das 15:00 hs (Horário de Brasília. Aqui o fuso é diferente com uma hora a menos.)
Voltei e peguei a chuva no caminho, mas não tanto quanto imaginava. Deixou a estrada extremamente lisa e perigosa. Só aumentou a volta em uma hora e meia, tranqüilo.
O susto do dia ficou por conta de uma ponte surpresa que peguei na ida no meio de uma longa e tranqüila reta.
Vinha a uns 100km/h e de repente deparei-me com a ponte. Como a parte longitudinal onde eu deveria passar era muito alta joguei a moto pelo meio da ponte quebrando umas 5 travessas e levantando violentamente a roda traseira.
Lá se foi minha cueca marrom.
Amanha é dia de encarar a BR 319 até Manaus.
A estrada Fantasma.
Notícias só sexta agora.






2 comentários:

The Big Rider: born free,drive fast & die hard!!! disse...

Vantuir,
A sua viagem "só" até aí já dá um livro.Vai na boa, hein?
Abs
Felipe

Rodrigo disse...

Estou alucinado com essa viagem fantástica. Sempre tive vontade de conhecer esse outro lado do Brasil, tão esquecido pelos brasileiros. Fiz uma viagem de moto bem menor que a sua (http://rodmaia.blogspot.com) e sei como é vivenciar uma aventura sobre duas rodas. Continue postando no blog.